quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Glossário SOS

Olá meus caros amigos!!

Como você sabe amanhã serão as apresentações das oficinas da disciplina de Diplomática e Tipologia Documental. E para você não se confundir e não se perder nos assuntos que serão abordados nós trouxemos um glossário com todos os termos e palavras que possam gerar algum tipo de dúvida.


Arquivista: Profissional de nível superior, com formação em Arquivologia ou experiência reconhecida pelo Estado. A formação em arquivologia habilita o profissional para planejar, gerenciar e disponibilizar os documentos e as informações arquivísticas em todas as instâncias e para qualquer pessoa estando apto para atuar tanto na gestão documental quanto na preservação da memória constituída pelos arquivos de caráter permanente.

Arquivo: 1- Conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade coletiva, pública ou privada, pessoa ou família, no desempenho de suas atividades, independentemente da natureza do suporte (fundo). 2- Instituição ou serviço que tem por finalidade a custódia, o processamento técnico, a conservação e o acesso a documentos. 3- Instalações onde funcionam arquivos(2). 4- Móvel destinado à guarda de documentos.

Arquivologia: Disciplina que estuda as funções do arquivo(2) e os princípios e técnicas a serem observados na produção, organização, guarda, preservação e utilização dos arquivos(1). Também chamada arquivística.

Arquivo Permanente: 1- Conjunto de documentos preservados em caráter definitivo em função de seu valor. 2- Arquivo(2) responsável pelo arquivo permanente(1). Também chamado arquivo histórico. É também a terceira idade do ciclo vital dos documentos.

Autenticidade: Diz respeito ao documento gerado e as características que o tornam autêntico, como por exemplo, carimbo, assinatura, marca d'água, datas, etc.

Diplomática: Disciplina que tem como objeto o estudo da estrutura formal e da autenticidade dos documentos.

Documento: Unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato.

Documento de arquivo: Aquele que, produzido e/ou recebido por uma instituição pública ou privada, no exercício de suas atividades, constitua elemento de prova ou de informação.

Dossiê: Conjunto de documentos relacionados entre si por assunto (ação, evento, pessoa, lugar, projeto), que constitui uma unidade de arquivamento.

Entidade custodiadora: Entidade responsável pela custódia e acesso a um acervo. Também chamada custodiador.

Entidade produtora: Entidade coletiva, pessoa ou família identificada como geradora de arquivo(1). Também chamada produtor. O produtor arquivístico (titular) é aquele que utiliza o documento e o guarda como prova de suas atividades.

Espécie documental: Divisão de gênero documental que reúne tipos documentais por seu formato. São exemplos de espécies documentais ata, carta, certidão, decreto, edital, disco, filme, folheto, fotografia, memorando, ofício, planta, relatório.

Função arquivística: Um mesmo documento pode fazer parte de diversos fundos arquivísticos (arquivos), mas em cada um deles terá uma função diferente, isto é, a função de cada documento difere para cada produtor arquivístico. (Veja em Lopez, A. Identificação de tipologias documentais em acervos de trabalhadores, páginas 24-26.)

Fundo: Conjunto de documentos de uma mesma proveniência. Termo que equivale a arquivo. São os documentos provenientes de uma mesma fonte geradora de arquivos.

Série: Subdivisão do quadro de arranjo que corresponde a uma seqüência de documentos relativos
a uma mesma função, atividade, tipo documental ou assunto. É a designação dada às subdivisões de um fundo, que refletem a natureza de sua composição, seja ela estrutural, funcional ou por espécie documental, podendo ser divididas em subséries.

Tipo documental: Divisão de espécie documental que reúne documentos por suas características comuns no que diz respeito à fórmula diplomática, natureza de conteúdo ou técnica do registro. São exemplos de tipos documentais cartas precatórias, cartas régias, cartas-patentes, decretos sem número, decretos-leis, decretos legislativos, daguerreótipos, litogravuras, serigrafias, xilogravuras.
Segundo Belloto (2006) o tipo documental é a configuração que assume a espécie documental de acordo com a atividade que ela representa.

Tipologia: Segundo Lopez (2012) a tipologia documental é responsável por permitir a compreensão do documento identificado pela Diplomática (espécie) dentro da organicidade do arquivo, isto é, a junção da espécie com a função de uso para o titular do arquivo.
Segundo Belloto (2006) a tipologia documental é a ampliação da diplomática na direção da gênese documental e de sua contextualização nas atribuições, competências, funções e atividades da entidade geradora/acumuladora.

Veracidade: Diz respeito ao conteúdo informacional do documento. Se a informação é verdadeira ou falsa.





Referências bibliográficas:

ARQUIVO NACIONAL (Brasil) Dicionário brasileiro de terminologia arquivística. Rio de Janeiro, 2005. 232p., Publicações Técnicas, n. 51, ISBN: 85-7009-075-7. 

BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos Permanentes: Tratamento documental. Rio de Janeiro, 4ª ed. FGV, 2006 p. 52, 57

DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para una antigua ciencia. Trad. Manuel Vázquez. Carmona (Sevilla): S&C, 1996. (Biblioteca Archivística, 5). - CAP. 1

LOPEZ, A. Identificação de tipologias documentais em acervos de trabalhadores. In: MARQUES, Antonio José; STAMPA, Inez Tereznha Stampa. (Orgs.). Arquivos do mundo dos trabalhadores: coletânea do 2º Seminário Internacional. São Paulo; Rio de Janeiro: CUT; Arquivo Nacional, 2012, p. 15-31.

PAES, Marilena leite. Arquivo: teoria e prática. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2004. p. 23-28




Roteiro da oficina SOS

Olá pessoal!!



Como vocês sabem se aproxima o grande dia: o dia da apresentação das oficinas.

E para você ficar curioso sobre o que iremos falar segue abaixo um breve roteiro do que iremos fazer:



Tema: O Dossiê do aluno na SAA



1) Introduzir ao público quem nós somos e de que curso somos.



2) Pedir que o público assine a Ficha de Controle de Participantes.



3) Envolver o público com a pequena dinâmica do "Verdadeiro ou Falso?"

     
4) Após introduzir o público com a dinâmica, explicar o motivo da dinâmica com os conceitos ligados à área. Neste momento iremos sempre retornar à dinâmica para falar sobre autenticidade e veracidade.


5) Explicar ao público o nosso documento foco (dossiê do aluno) relacionando-o com a Arquivologia e com a dinâmica.



6) Retornar à dinâmica para revelação do documento verdadeiro com enfoque nos sinais de autenticidade.



7) Agradecer a participação do público e entregar a lembrancinha.






E aí? Ficou curioso?? Quer saber como identificar um documento verdadeiro de um documento falso???

Então é só seguir o mapinha abaixo:



Lembrando, já é amanhã viu!!! Não percam!!!






quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Expectativa de público


Estamos nos preparando para o dia mais aguardado do semestre: a apresentação das oficinas. Dedicamos as últimas semanas para nos preparar, debater os temas apresentados e reservamos um tempinho especial para divulgamos a nossa apresentação.

Não podemos supor quantas pessoas irão nos assistir, mas ao longo dos últimos dias temos feito uma ampla divulgação da nossa apresentação para atrair o máximo de pessoas. 

Escolhemos como meio de divulgação as redes sociais e aplicativos de conversa como WhatsApp, Twitter, Instagram, Telegram, Facebook... 

Nos aplicativos de conversa como o Telegram e WhatsApp divulgamos para os nossos amigos e grupos de pessoas ligados à Arquivologia. A maior divulgação nestes dois aplicativos foi no grupo de Arquivologia Nacional do WhatsApp que conta (até a postagem desta publicação) com 253 membros. 

Postagem no grupo de Arquivistas no Whatsapp realizada em 03/11/2017*
Postagem realizada em conjunto com o Construindo Brasília em 06/11/2017*


Postagem realizada por uma integrante do SOS em seu status no WhatsApp em 05/11/2017*

Número de visualizações no convite WhatsApp 

                                                   

Postagem realizada no aplicativo Telegram em um grupo em 07/11/2017

Resolvemos ainda divulgar nas redes sociais Instagram, Twitter e Facebook, para que possamos atingir um público ainda maior já que nessas redes sociais possuímos amigos que não conhecem muito sobre Arquivologia. 
Postagem realizada no Instagram em 08/11/2017

Postagem realizada no Twitter em 08/11/2017


Postagem realizada no Facebook em 08/11/2017



Postagem realizada no Instagram em 09/11/2017*





Postagem realizada no Facebook pelo Centro Acadêmico de Arquivologia em 06/11/2017
* Algumas fotos foram alteradas para preservar a identidade e privacidade do usuário.


Aproveitamos a empolgação e resolvemos divulgar a nossa oficina na Faculdade de Ciência da Informação, colamos cartazes para atrair um público maior de alunos de Arquivologia.

Divulgação no mural de Arquivologia na FCI-UNB

Divulgação da oficina no painel de vagas da FCI-UNB


Buscamos ao longo dos últimos dias publicar em lugares diversos pelo menos uma vez ao dia, assim conseguiríamos atingir o máximo de pessoas possível. A publicação no Facebook na página do Centro Acadêmico de Arquivologia foi a que obteve maior número de visualizações, sendo 525. Portanto, contando com esse número de visualizações, os diversos veículos de informação pelo qual divulgamos nosso convite e tendo em conta que a entrada do ICC é um lugar movimentado, esperamos pelo menos 100 pessoas na nossa oficina.
Acreditamos que o nosso público será diverso, contaremos tanto com pessoas que já possuem afinidade e conhecimento com a Arquivologia como também com pessoas que nunca ouviram falar.


E não nos cansamos de repetir, nossa oficina  será na próxima sexta-feira, 10 de Novembro de 2017 às 19h, no Ceubinho ICC Norte - UnB. Contamos com a sua presença! 



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

E se aproxima o tão esperado dia!

Convite SOS- Fonte: os autores

O dia mais esperado do semestre está chegando e vocês que nos acompanham aqui no blog são nossos convidados de honra. Teremos a oportunidade de nos aproximar um pouco mais de vocês e debater temas tratados aqui.
O nosso foco será o dossiê do aluno sobre uma perspectiva arquivística. Mas isso não nos impedirá de conversar sobre outros temas relacionados à Arquivologia, vocês não podem perder.

O convite está circulando entre os nossos amigos e colegas de Arquivologia, mandamos nos nossos grupos de Whats'App, Facebook e até nos atrevemos a mandar para os nossos chefes. Contamos com a presença de todos. Salvem a imagem acima e compartilhem nas suas redes sociais.


NÃO SE ESQUEÇA! Será na próxima sexta-feira, 10 de Novembro de 2017 às 19h, no Ceubinho ICC Norte - UnB. Contamos com a sua presença! 

Em caso de dúvida use o nosso mapa:

Mapa Aventura  SOS. Fonte: os autores






sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Desafiando o Alexandre e o Hugo

Imagem disponível aqui


Olá pessoal, na nossa última aula de Diplomática aprendemos sobre autenticidade e veracidade. Descobrimos que a autenticidade está ligada a maneira que o documento é gerado e aos sinais de validação que ele apresenta e tornam aquele documento o que ele diz ser. Já a veracidade diz respeito ao conteúdo do documento e as informações apresentadas. (Saiba mais aqui.)

Resolvemos testar nossas habilidades de explicação e desafiar nossos colegas que faltaram na última aula.  Vamos postar dois documentos no blog, um será autêntico e o outro será falso (não-autêntico). Os meninos vão precisar descobrir, sem a ajuda de quem foi a aula, qual é o documento autêntico e qual é o falso. Será que eles vão conseguir resolver esse desafio?!

Nos inscrevemos no blog do professor para que possamos acompanhar por e-mail as atualizações que ocorrem por lá assim que são postadas. (Conheça o blog aqui Analisando o e-mail que recebemos na última sexta-feira será que ele é autêntico ou falso?? Será que os meninos vão descobrir?


E-mail recebido pelo SOS Diplomática. Fonte: SOS Diplomática



Chegamos ao nosso segundo desafio, vamos analisar um documento que faz parte do cotidiano de muitos brasileiros: o cupom fiscal. Seja na vendinha do seu Zé ou no restaurante luxuoso ele está quase sempre  presente. Analisando o cupom fiscal, será que ele é autêntico ou não?! O que vocês acham? 

Cupom fiscal. Fonte: um dos integrantes do SOS Diplomática




Foi notícia: debatendo autenticidade

Imagem disponível aqui

Nas últimas postagens temos conversado sobre autenticidade e veracidade. Vocês acham que esses conceitos se aplicam apenas ao mundo acadêmico? Estão muito enganados. Veja aqui  reportagem sobre fraude em secretaria de uma universidade federal.

Na reportagem citada, percebemos que a estudante fraudou o sistema de cotas para se beneficiar de vagas reservadas a alunos de escolas pública. E como essa fraude foi descoberta? Muito simples, a secretaria da universidade percebeu que os documentos apresentados pela aluna não possuíam sinais de validação .

Segundo Duranti (1996), documento diplomaticamente autêntico é aquele que foi escrito de acordo com os costumes da época e assinado pelas pessoas competentes para criá-lo. Desta maneira, percebe-se que a aluna criou  documentos, mas por não não possuírem sinais de validação a fraude foi descoberta. 

A reportagem aborda questões debatidas anteriormente aqui no blog, observa-se em particular o trecho "um exemplo é a ausência da marca d’água padrão nos certificados do órgão. No carimbo de assinatura da secretária do colégio não consta o ato de designação do cargo. E o nome da secretária que assina o histórico não corresponde à verdadeira identidade da secretária que ocupava a função na época." salientando que a autenticidade está presente em situações corriqueiras e que são os sinais de validação que vão nos dizer que aquele documento é o que ele diz ser.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Documento genuíno

Imagem disponível aqui

Você sabe a diferença entre um documento autêntico e um documento genuíno? Segundo Duranti (1996, p. 8) um documento é autêntico quando apresenta todos os elementos que são estipulados para prove-lo de autenticidade, como carimbo, assinatura, o timbre do papel e demais aspectos explicados em postagens anteriores.

Já um documento é considerado genuíno quando é verdadeiramente o que se propõe a ser, isto é, quando o documento é autêntico e verídico ao mesmo tempo. Duranti (1996, p. 8-10) dá um exemplo de um julgamento que é legalmente autêntico quando está assinado pelo juiz e também é genuíno se a assinatura do juiz não é falsificada, ou seja, é verdadeira.

Vamos analisar um dos documentos foco do grupo: processo de reintegração do aluno. Este documento tem como objetivo solicitar a reintegração do aluno que por algum motivo tenha sido desligado.Os documentos que integram este processo são: formulário de solicitação, histórico escolar e forpen do aluno. (Veja mais aqui.)

Analisando estes documentos percebemos que para serem autênticos eles precisam apresentar alguns requisitos de validação como:  assinaturas, carimbo da instituição, papel timbrado da UnB e data da emissão.
Para que o processo seja verídico é necessário que as informações apresentadas nos documentos que compõe o processo sejam verdadeiras. No formulário de solicitação de reintegração há uma pergunta quanto ao motivo do desligamento do aluno, caso o aluno omita informações o documento perderá a sua veracidade. Esse é o único momento em que o documento poderá deixar de ser verídico e, consequentemente, genuíno.

Sendo assim, um documento é genuíno quando é tanto autêntico quanto verídico. O documento analisado será genuíno se conter os sinais de validação e se as informações nele contidas forem verdadeiras.


Fluxo do trâmite do processo de reintegração.Fonte aqui.
Fonte:
DURANTI, Luciana. Diplomática: usos nuevos para una antigua ciencia. Disponível aqui
Reintegração de discente da UnB. Disponível aqui.