quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Diferenciando conceitos



Olá pessoal!

Você sabe o que é uma espécie? E uma série? Você sabe a diferença entre um arquivo e uma coleção?
São essas e outras perguntas que tentaremos responder.


Bem, mais uma vez estamos aqui para aprender um pouco mais sobre Arquivologia e a disciplina Diplomática e Tipologia Documental.

Hoje iremos abordar alguns conceitos básicos que possuem algumas semelhanças e que podem ser confundidos e gerar algumas dúvidas.

Então, qual a diferença entre espécie e tipo?
       Espécie é “configuração que assume um documento de acordo com a disposição e a natureza das informações nele contidas” (AAB/SP, 1996, p. 34). São exemplos de espécies documentais ata, carta, decreto, disco, filme(2), folheto, fotografia, memorando, ofício, planta, relatório.
      Tipo é a configuração que assume uma espécie documental de acordo com a atividade que a gerou. (Dicionário de Terminologia Arquivística, 1996)
     Para melhorar o entendimento vou mostrar abaixo uma tabela do GLOSSÁRIO DE ESPÉCIES/FORMATOS E TIPOS DOCUMENTAIS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. 


ESPÉCIES/FORMATOS DOCUMENTAIS DO SAUSP

TIPOS DOCUMENTAIS DO SAUSP

ACORDO - Ajuste entre dois ou mais interessados em torno de um objeto comum.

ACORDO DE AÇÕES JUDICIAIS
AGENDA - Disposição dos assuntos a serem tratados em uma reunião (Use PAUTA)

AGENDA DE LICITAÇÃO
AGENDA - Livro ou caderno com datas registradas, impressas ou não,destinados a anotar compromissos, atividades, despesas, etc.

AGENDA DE CONSULTA
AGENDA DE ESPAÇO FÍSICO
AGENDA DE CHEFES, COORDENADORES, DIRETORES,
PRESIDENTES, PROCURADORES, PRO-REITORES,
REITOR
AGENDA DE RESERVAS DE INSTALAÇÕES
AGENDA DIÁRIA
AGENDA MENSAL



       E a diferença entre série e tipo?
      Série é a junção de documentos correspondentes à mesma atividade. Ou seja, quando se tem vários documentos da mesma espécie com funções diferentes tem-se várias séries. Logo, a Série é igual a Função (atividade) mais a Espécie.
     Tipo Documental é a configuração que assume uma espécie documental, de acordo com a atividade que a gerou. Também é uma divisão de espécie documental que reúne documentos por suas características comuns no que diz respeito à fórmula diplomática, natureza de conteúdo ou técnica do registro, tais como cartas precatórias, cartas régias, cartas-patentes, decretos sem número, decretos-leis, decretos legislativos.

     E então qual é a diferença entre arquivo e coleção?
     Segundo o Dicionário de Terminologia Arquivística, arquivo é:
   - “Conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade coletiva, pública ou privada, pessoa ou família, no desempenho de suas atividades, independentemente da natureza do suporte.”
   -Instituição ou serviço que tem por finalidade a custódia, o processamento técnico, a conservação e o acesso(1) a documentos.”
    Segundo o Dicionário Michaelis coleção é: Conjunto de coisas da mesma natureza, reunidas para fins de estudo, comparação ou exposição, ou apenas pelo desejo e prazer de colecioná-las: Meu tio tem uma coleção de quadros de valor inestimável. (http://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/cole%C3%A7%C3%A3o/)

     E você já parou pra pensar sobre classificação e plano de classificação?
     São termos que parecem ser a mesma coisa, mas não são.
     A classificação é a atividade de organizar, reunir, agrupar e atribuir rótulos ou classes semelhantes.
     A classificação vem desde os primórdios. Para você entender melhor pense no reino animal que é classificado de acordo com suas características, por exemplo, mamíferos, anfíbios, répteis, aves e peixes.
     Na Arquivologia não é diferente.
     É preciso separar os documentos conforme sua semelhança, mas não apenas isso é preciso entendê-los como documentos oriundos de uma atividade ou função para a instituição, ou seja, é preciso entendê-los como orgânicos para poder fazer essa separação.
     Segundo o dicionário de terminologia arquivística a classificação é a “sequência de operações que, de acordo com as diferentes estruturas, funções e atividades da entidade produtora, visam a distribuir os documentos de um arquivo”.
     É nesse momento que entra em ação o plano de classificação.
     O plano de classificação é o instrumento utilizado para distribuir os documentos em classes. É nele que devem estar separadas e hierarquizadas as funções e sub-funções. Ele é elaborado a partir do estudo das estruturas e funções da organização.

     Por último, iremos falar de um assunto que já foi abordado em um dos nossos posts: autenticidade e veracidade. Para saber mais Clique aqui.
     A autenticidade diz respeito ao documento gerado e as características que o tornam autêntico, como por exemplo, um carimbo em um documento, uma assinatura, o tipo de papel, marcas d’água, dentre outros aspectos.
     Já a veracidade diz respeito ao conteúdo do documento, isto é, se a informação que consta no documento é verdadeira ou falsa.
     É importante saber que o documento ser provido de autenticidade não necessariamente o fará provido de veracidade, o que significa dizer que um documento pode ter todas as características de ser considerado autêntico, mas pode conter uma informação falsa e não ser verídico. Também pode ocorrer o inverso, o documento pode ter todas as informações de forma correta e não ser autêntico.

     Bom, espero que tenham gostado de aprender um pouco mais sobre os conceitos que giram em torno dessa disciplina, pois o conhecimento desta cada dia mais se faz indispensável à área arquivística.

            Até a próxima!



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Como saber se um documento é autêntico?

Olá galerinha!

Você já parou para pensar em como saber se um documento é autêntico? Como saber se um documento é verdadeiro?
Essas questões giram em torno de dois conceitos: autenticidade e veracidade.

Segundo o Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ, a autenticidade “é a qualidade de um documento ser autêntico e merecedor de aceitação, isto é, a característica de um documento ser o que diz ser e de estar livre de adulteração e corrupção”.

É importante diferenciar a autenticidade da autenticação, pois a segunda diz respeito ao ato de declarar que um documento é autêntico num dado momento. A autenticidade diz respeito à geração e produção do documento.

Alguns elementos podem contribuir para o reconhecimento de um documento como sendo autêntico, como por exemplo, assinaturas, carimbos, marcas d’água, selos, timbre de papel, datas e outros, bem como o seu formato, por exemplo, o formato de um certificado é diferente do formato de uma declaração. No entanto, esses elementos podem ser alvos de fraude, comprometendo a autenticidade do documento.



Fonte: Artigo “Análise diplomática da autenticidade de documentos de arquivo pessoal” por Isaac Newton Cesarino da Nóbrega Alves e Maria Amélia Teixeira da Silva (2016)




Autenticidade e veracidade costumam ser confundidas. É importante saber que a autenticidade não é garantia de veracidade. Mas o que isso quer dizer?

Pois bem, a veracidade de um documento diz respeito ao seu conteúdo, se a informação condiz ou não com a realidade. Um documento pode ser autêntico, isto é, ter todas as características necessárias para legitimá-lo e ser reconhecido como tal, mas pode não ser verídico por conter alguma informação falsa.

Na atualidade é muito comum vermos nos noticiários sobre falsificações de documentos pessoais, certificados, certidões e muitos outros. Falsificação de documentos é crime e está prevista no Artigo 297 do Código Penal. É importante ressaltar que quem comete o crime não são apenas os falsificadores e vendedores, mas também quem adquire o documento falsificado. Ambos estão sujeitos à pena.



Espero que tenham gostado e aprendido um pouco sobre o assunto! Até a próxima!






Segue abaixo algumas notícias relacionadas ao tema.